{"id":33,"date":"2019-05-24T07:14:21","date_gmt":"2019-05-24T10:14:21","guid":{"rendered":"http:\/\/192.168.1.111\/signy\/?p=33"},"modified":"2024-02-22T08:51:24","modified_gmt":"2024-02-22T11:51:24","slug":"peace-bentch-the-city-snap","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/caiopenido.com.br\/?p=33","title":{"rendered":"China: casamento, namoro ou amizade?"},"content":{"rendered":"<p><p class=\" sgny-big-letter-69fb163090048 sgny-big-letter \">E<\/p>stive em visita recente organizada pelo IMAC (Instituto Mato-Grossense da Carne) a Shangai, acompanhando parte da agenda da delega\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Bastecimento (MAPA), liderada pela Ministra Tereza Cristina. Com um grupo de pecuaristas, representantes das ind\u00fastrias frigor\u00edficas de bovinos e su\u00ednos, do governo de Mato Grosso e da ind\u00fastria de insumos, tive a oportunidade de me reunir com grandes importadores asi\u00e1ticos e comprovar o que j\u00e1 imaginava: o grande interesse de <em>traders<\/em>\u00a0e importadores sobre nossa prote\u00edna animal. Mas temos muito a aprender para concretizar essa alian\u00e7a comercial, o casamento dos nossos sonhos.<\/p>\n<p>Aparentemente \u00e9 a parceria perfeita. De um lado, a China, maior mercado consumidor de alimentos do mundo, com um consumo de prote\u00edna bovina anual de aproximadamente 10 milh\u00f5es de toneladas! De outro, o Mato Grosso, um grande produtor, com rebanho maior que o da Austr\u00e1lia e com possibilidade de melhorar seu desfrute e de expandir sua produ\u00e7\u00e3o sobre \u00e1reas com baixa produtividade. Produzir mais de forma sustent\u00e1vel, atender \u00e0s demandas asi\u00e1ticas, gerar mais riquezas, atender as metas do \u201cAcordo de Paris\u201d, enfim\u2026 Parece que encontramos algu\u00e9m para casar!<\/p>\n<div class=\"sgny-entry-content \"><blockquote><p>Produzir mais de forma sustent\u00e1vel, atender \u00e0s demandas asi\u00e1ticas, gerar mais riquezas, atender as metas do \u201cAcordo de Paris\u201d.<\/p><\/blockquote><\/div>\n<p>Al\u00e9m do que j\u00e1 sab\u00edamos, que o consumo chin\u00eas de carne bovina tende a aumentar de 3 a 4% ao ano, existem dois motivos que indicam uma demanda ainda maior por alimentos: a peste su\u00edna, que esta dizimando boa parte da sua principal fonte de prote\u00edna animal, e uma queda na produ\u00e7\u00e3o interna de bovinos, que hoje \u00e9 de aproximadamente 6,7 milh\u00f5es de toneladas e ser\u00e1 reduzida para 5 milh\u00f5es nos pr\u00f3ximos anos \u2013 devido \u00e0 baixa lucratividade e a problemas ambientais, como falta de espa\u00e7o e \u00e1gua.<\/p>\n<p>Com uma plataforma de verifica\u00e7\u00e3o de origem, fomento a pesquisas e a\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas de marketing para promover e estimular o consumo da Carne de Mato Grosso, o IMAC tem papel relevante para acelerar a abertura desse mercado. Precisamos ajud\u00e1-los a consumir mais carne bovina, uma vez que eles ainda n\u00e3o t\u00eam esse h\u00e1bito devido ao fato de seu rebanho ser utilizado majoritariamente para tra\u00e7\u00e3o animal. Nesse sentido, o IMAC poderia produzir material publicit\u00e1rio em mandarim e outras l\u00ednguas para capacit\u00e1-los no preparo e consumo. Poder\u00edamos contar nossos casos de sustentabilidade para agregarmos valor a nossa carne, etc\u2026 S\u00f3 que n\u00e3o! Nossa carne de no m\u00e1ximo 30 meses \u00e9 majoritariamente importada para ser encaminhada a plantas de processamento, com menor valor agregado. Temos um desafio, para as pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, de mostrar que a Carne de Mato Grosso pode competir em p\u00e9 de igualdade com a australiana e que podemos produzir do jeito que eles queiram.<\/p>\n<p>Nas tratativas, \u00e9 n\u00edtida a apreens\u00e3o da China por seguran\u00e7a alimentar e por carne bovina. J\u00e1 o Brasil precisa de seguran\u00e7a comercial para dar um salto na produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria. Mas todas as poss\u00edveis transa\u00e7\u00f5es de nosso grupo em Shangai foram barradas pela falta de habilita\u00e7\u00e3o de frigor\u00edficos no estado de Mato Grosso para exporta\u00e7\u00e3o direta para a China (hoje existe apenas uma planta habilitada no estado). Quais seriam os entraves a esse noivado? No passado, a abertura do mercado chin\u00eas \u00e0 soja estrangeira e a conquista do cerrado pelos pesquisadores brasileiros proporcionaram uma mudan\u00e7a de paradigma: o surgimento de uma agricultura moderna, com tecnologia e investimentos. O que \u00e9 preciso fazer para que o mesmo aconte\u00e7a com a pecu\u00e1ria?<\/p>\n<p>Percebemos \u201cin loco\u201d que seguran\u00e7a alimentar para eles n\u00e3o quer dizer apenas o medo da falta de alimentos! Quer dizer tamb\u00e9m o medo de ficarem dependentes de um grande produtor de alimentos como o Brasil e suas grandes corpora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Isso se traduz na demora em habilitar novas industrias frigor\u00edficas. Tamb\u00e9m existe um medo protecionista de, ao habilitar novas plantas, estar desestruturando a produ\u00e7\u00e3o interna de prote\u00edna animal. Mas enquanto o Brasil engatinha, eles s\u00e3o comerciantes com uma experi\u00eancia milenar e, mesmo \u00e0 beira do caos, mant\u00e9m a calma nas mesas de negocia\u00e7\u00f5es, esperando alguma contrapartida \u00e0 habilita\u00e7\u00e3o de novas plantas.<\/p>\n<p>Existe uma desconfian\u00e7a leg\u00edtima em rela\u00e7\u00e3o ao presidente Bolsonaro, uma vez que ele fez uma visita a Hong Kong em mar\u00e7o de 2018 (encarada como provoca\u00e7\u00e3o), fez declara\u00e7\u00f5es negativas \u00e0 China e se aproximou excessivamente do presidente americano Donald Trump. Esse \u00e9 o recado mais claro que trazemos de Shangai: Bolsonaro precisa fazer uma visita o mais r\u00e1pido poss\u00edvel (o vice-presidente Mour\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 trabalhando para isso) e acenar positivamente ao noivado, para podermos sonhar com o casamento. A Guerra comercial EUA x China pode ser ben\u00e9fica para o Brasil, mas ser\u00e1 necess\u00e1ria muita habilidade para transformarmos essa crise em oportunidade.<\/p>\n<p>Todo apoio \u00e0 Ministra em seu esfor\u00e7o para viabilizar esse casamento. Conte com a for\u00e7a do agro moderno de Mato Grosso para que nosso desenvolvimento seja pleno, para que possamos gerar mais renda e empregos, para que possamos intensificar as nossas \u00e1reas degradadas produzindo mais alimentos em uma rela\u00e7\u00e3o tranquila e com sabor de fruta mordida.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/plantproject.com.br\/novo\/sessoes\/forum\/\"><em><strong>Clique aqui para conferir todas as #ColunasPlant.<\/strong><\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading has-text-align-right\"><a href=\"https:\/\/caiopenido-com-br.preview-domain.com\/?page_id=103\" title=\"Artigos\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#777777\" class=\"has-inline-color\">Voltar<\/mark><\/a><\/h6>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"stive em visita recente organizada pelo IMAC (Instituto Mato-Grossense da Carne) a Shangai, acompanhando parte da agenda da delega\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Bastecimento (MAPA), liderada pela Ministra Tereza Cristina. 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